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Esperando Godot

25 jun

En attendant Godot (traduzida pelo próprio autor para o inglês como Waiting for Godot; em português, Esperando Godot) é uma peça de teatro do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906 – 1989), escrita originalmente em francês e publicada em 1952.
Pela sua temática e redação é classificada como teatro do absurdo por alguns críticos teatrais.
A expressão “Esperando Godot” era bastante utilizada em tempos passados para indicar algo impossível, ou uma espera infrutífera.
Samuel Beckett escreveu a peça em 1949 e só veio a publicá-la no ano de 1952, em francês. Em 1955, ele mesmo publicou a versão escrita em inglês.
O enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve.
Os personagens da peça são:
 Vladimir
 Estragon
 Pozzo
 Lucky
 Um garoto
A peça é dividida em dois atos. Nos dois atos, contracenam dois personagens: Vladimir (Didi) e Estragon (Gogo). Durante cada um dos atos, que são semelhantes na estrutura, surgem dois novos personagens: Pozzo e Lucky. Além destes, entra em cena no final de cada ato um garoto.
Em um lugar indefinido – Estrada (caminho) do campo, com árvore, á noite (Route à la campagne, avec arbre. Soir) – dois amigos se encontram: Estragon e Vladimir. A primeira frase dita na peça, por Estragon, já indica a inutilidade da presença deles naquele lugar:”nada a fazer” (rien à faire). Eles lá se encontram para esperar um sujeito de nome Godot. Nada é esclarecido a respeito de quem é Godot ou o que eles desejam dele. Os dois iniciam um diálogo trivial que só será interrompido quando da entrada de Pozzo e Lucky. O aparecimento destes assusta os amigos, ainda mais pelo modo como os dois vêm: Pozzo puxa uma corda que na outra ponta está amarrada ao pescoço de Lucky. Lucky por sua vez carrega uma pesada mala que não larga um só instante. Entende-se pela situação que Pozzo é o patrão e Lucky seu criado. Os quatro trocam palavras, cada um com seu drama pessoal, até que Pozzo e Lucky saem. Em seguida, entra um garoto para anunciar que quem eles estão esperando – Godot – não viria hoje, talvez amanhã. Fim do primeiro ato.
O segundo ato é a cópia fiel do primeiro. O cenário é o mesmo, a menos da árvore que está um pouco diferente, com algumas folhas. Estragon e Vladimir voltam para esperar Godot, que talvez apareça nesse dia. Iniciam outro diálogo trivial, interrompido outra vez pela chegada de Pozzo e Lucky. Só que, inexplicavelmente, Pozzo está cego e Lucky está surdo. Dialogam. Após a partida destes, aparece um garoto (diferente do garoto do primeiro ato) anunciando que Godot não viria hoje, talvez amanhã. Pensam em se enforcar na árvore, mas desistem, ante a impossibilidade do ato ser simultâneo. O diálogo final, que encerra o ato e a peça é o seguinte:
Vladimir: Então, devemos partir? (Alors, on y va?) (Well, shall we go?)
Estragon: Sim, vamos. (allons-y.) (Yes, let’s go.)
Eles não se movem. (Ils ne bougent pas.) (They do not move.)

O desenho é meu e o texto foi tirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esperando_Godot

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Publicado por em junho 25, 2012 em Bate Papo

 

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